quarta-feira, 16 de abril de 2014

O comportamento de Jesus

Difícil falar de comportamento e não nos lembrarmos do mais excelente Professor que já existiu, que foi o Senhor Jesus. Ele esteve aqui sendo homem de carne e osso, tão simples, mas tendo um comportamento tão refinado! Sujeito a perder a paciência, Se aborrecer, ferir as pessoas próximas… Mas não fez nada disso.
A Sua vida social era ativa. Ele amava conviver com as pessoas, por isso frequentava festas tradicionais do Seu povo. Ia a casamentos, funerais, sinagogas, ao templo, aceitava convites de jantares, foi hóspede muitas vezes, promovia encontros ao ar livre.

E um detalhe: quando servia algum alimento, era sempre de forma organizada. Na multiplicação dos pães e peixes, pediu que o povo se assentasse em grupos para ser servido, e ainda Se preocupou, no final do evento, em recolher as sobras – nada de desperdício ou bagunça. Já pensou os religiosos dizendo que Ele deixou o jardim, a praça, a montanha… destruídos, com lixo por todo lado? Eu não consigo imaginar isso. Você consegue?

O Senhor Jesus sabia Se comunicar em público ou em particular com qualquer tipo de pessoa: pobres ou ricos; cultos ou incultos; autoridades ou religiosos; homens ou mulheres.
Nunca constrangia ou expunha alguém, mesmo conhecendo o que estava dentro delas, seus piores pensamentos e pecados.
Ele provou que independentemente do lugar, das pessoas, do tempo, dos problemas, é possível manter-se educado.

Soube conviver de perto com Seus discípulos cheios de defeitos, um totalmente diferente do outro. Muitas vezes eles mais atrapalhavam que ajudavam e, mesmo assim, com amor, os ensinava.
Só não estava com eles quando queria orar e ficar sozinho com o Pai.
Não deixava de atender pedidos, nem mesmo daqueles que não iriam agradecê-Lo por isso, como aqueles nove leprosos.

Viveu sem preconceito, sem discriminar ninguém. Olhando Sua lista de amigos, tinha os mais excluídos da sociedade. Foi capaz de Se arriscar e salvar uma mulher adúltera. Conversava com prostitutas e ensinava as mulheres em um tempo em que o homem nem falava em público com elas. Andava sem Se preocupar com o que pensavam dEle. Foi capaz de aceitar a oferta das mulheres e ter o Seu ministério mantido por elas. E até a maior mensagem de todos os tempos – a Sua ressurreição – foi entregue a elas.

Soube ficar em silêncio diante da injustiça dita pelos Seus acusadores. Submeteu-se à autoridade tão pequena dos seus julgadores. E mesmo no momento de maior dor, na hora da Sua morte, foi atencioso com um criminoso.
E Ele permanece genuinamente educado conosco, ou seja, não se intromete em nossa vida, só entra e dá conselhos se solicitamos. Não grita diante de nossas escolhas erradas, e até quando chegamos a Ele com as consequências destes erros somos acolhidos, amados e ajudados a sair da aflição que nós mesmos provocamos.

A ideia de Deus para o casamento, para a família e para a Igreja é está: que possamos conviver em amor, respeito e tolerância. Talvez você terminou um relacionamento, brigou com familiares, deixou a Igreja simplesmente porque não foi capaz de suportar falhas. Quando olhamos para o Alto vemos um exemplo tão diferente. Sabe aquela segunda milha que Ele nos ensinou a andar quando formos ofendidos e decepcionados? Ele tem andado por mim e por você todos os dias, porque somos diariamente falhos, até naquilo que já aprendemos e que não deveríamos errar, erramos.

Nossa vida é composta de detalhes. Pequenas atitudes podem levar as pessoas a conhecerem muito mais do Nosso Deus. Os que desprezam os detalhes perdem grandes oportunidades.
Vamos refletir: como filhos, não devemos imitar o comportamento do Nosso Pai?
Você tem falhado em alguma dessas coisas? Quem sabe deve pedir perdão e recomeçar – braços ternos e carinhosos estão sobre seus ombros agora.
Levante-se e faça o que deve ser feito!


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segunda-feira, 27 de janeiro de 2014